Fim dos refrigerantes nas escolas

Marcel Aniceto / Free Images

Marcel Aniceto / Free Images

A partir de agosto, as marcas Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil não venderão seus refrigerantes em escolas cujos alunos, ou a maioria deles, tenham até 12 anos. A iniciativa visa contribuir para uma alimentação equilibrada e de combate à obesidade infantil.

O principal refrigerante de cola do mercado contém, em uma lata (350 ml), 2 colheres de sopa de açúcar e 1 de sal, além de outros agentes químicos como ácido fosfórico. São componentes que corroem o esmalte dos dentes, facilitando o desenvolvimento de cárie, além de causador de gastrite, alerta Lucio Colamarino Cury, diretor da Clínica Pediátrica Santa Isabella.

– Estudos mostram que altas quantidades de ácido fosfórico elevam a reabsorção óssea, predispondo a osteoporose. Muito açúcar na dieta leva à obesidade e ao diabetes tipo 2. A combinação destes fatores, somados ao aumento da glicose e gordura no sangue, eleva o risco de hipertensão e doença cardiovascular, por exemplo, aterosclerose, acidente vascular cerebral e infarto. Para piorar, as altas doses de sódio também aumentam a pressão sanguínea. Não podemos esquecer que eles possuem também cafeína e esta pode gerar agitação e insônia, piorando a qualidade do sono e, consequentemente, diminuindo o desempenho escolar. Afinal, crianças precisam dormir bem para crescer.

Atenção com os sucos industrializados

Com o fim das vendas de refrigerante nas escolas, é preciso ficar atento às alternativas adotadas, considerando que sucos de caixinha industrializados apresentam as mesmas quantidades de açúcar – 25 g a cada 200 ml –, além de conservantes e corantes, utilizados para causar uma falsa impressão de alimentos naturais.

– Os pais devem optar, quando fizerem uso destes, pelos light, que possuem menos açúcar (em média, 10g a cada 200 ml, ainda muito!), ou lançar mão de bebidas lácteas, água de coco e chás, por exemplo.

Quanto aos sucos, os naturais são a melhor opção, ainda que não seja indicado mantê-los armazenados em garrafinha por muito tempo na lancheira. O ideal é que sejam oferecidos frescos nas lanchonetes das escolas.

– A medida das grandes empresas pode ser considerada uma grande vitória para a saúde das crianças e adolescentes.