Tenho um parente com Diabetes

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CRIANÇAS E ADOLESCENTES

O diabetes pode aparecer em crianças e adolescentes de repente. Isso exige cuidados especiais imediatos, para que a criança não venha a ter consequências mais graves. Por isso, é importante que os pais fiquem atentos ao surgimento dos principais sintomas, tais como:

– Aumento da sede: a criança passa a beber muito mais água e continua com sede
– Com o aumento da ingestão de água, produz mais urina e vai mais ao banheiro
– Aumento do apetite
– Perda de peso, que ocorre mesmo com a maior ingestão de alimentos

Controle

A maioria das crianças é acometida pelo diabetes tipo 1, uma doença autoimune que, além da monitorização domiciliar com o exame de ponta de dedo. É muito importante que a escola onde a criança estuda saiba do problema, ajudando os pais no controle do diabetes. Clique aqui e assista ao vídeo com algumas maneiras de melhorar as condições da criança com diabetes na escola:

Alimentação

A dieta deve ser fracionada em seis refeições com equilíbrio de calorias, proteínas, carboidratos e gorduras, evitando açúcar. Para amenizar um pouco a rigidez do cardápio, siga estas dicas:

– Nas festas, leve doces sem açúcar para que a criança não fique com vontade ao ver as outras crianças comendo. Fale com o médico sobre a possibilidade de administrar medicamento de ação ultrarrápida em caso de consumo exagerado de doces ou salgados.

– Mantenha as tentações longe da criança caso ela seja a única com dieta restritiva.

– Na escola, o lanche deve conter sanduíche natural e sucos dietéticos ou barra de cereal e uma fruta, por exemplo. Evite salgadinhos e frituras. Converse com a diretoria e os professores para que a escola dê o apoio necessário.

Atividade física

Quem tem diabetes tipo 1 deve fazer atividades físicas regularmente e em horários programados, seja natação, futebol, dança etc. É fundamental monitorar a glicemia, medindo-a antes e após os exercícios, para ajustar a alimentação.

Adolescentes

Embora seja uma fase da vida cheia de dúvidas e angústias, o adolescente já tem capacidade de discernimento para entender o diabetes. Os cuidados são basicamente os mesmos adotados para as crianças, principalmente em relação à alimentação fora de casa. É preciso também ficar atento ao consumo de bebidas alcoólicas, que geralmente começa nessa fase. É bom evitar exageros “paternalistas”, procurando tratar a questão de maneira mais adulta e jogando a maior parte da responsabilidade para o adolescente. Dessa maneira, ele se sentirá mais valorizado e confiante para cuidar de si mesmo.

HOMENS

No homem, uma das principais consequências do diabetes é a disfunção erétil. Isso acontece porque o diabetes provoca um processo inflamatório nas artérias e arteríolas do corpo. A disfunção erétil em homens que tem diabetes geralmente envolve problemas endócrinos, cardiovasculares, urológicos e psicológicos. Estima-se que de 35% a 75 % dos homens com diabetes possam ter disfunção se comparados com outros grupos de estudo.

Em casos de diabetes mal controlado ocorrem, no longo prazo, complicações crônicas como doenças dos nervos e problemas vasculares. Assim, quando o sistema nervoso fica comprometido pela neuropatia diabética , o corpo deixa de receber os estímulos sexuais enviados pelo cérebro através dos nervos.

Tratamento

O tempo decorrido após o diagnóstico do diabetes é importante no tratamento, pois é preciso saber quanto o organismo foi comprometido pela doença. Com bom controle do diabetes desde o seu diagnóstico, alimentação planejada e saudável, atividade física regular, redução do peso e uma terapia medicamentosa, há grandes chances de reverter a situação. Pacientes que não obtêm bom controle terão mais dificuldades. Consulte o médico para iniciar o tratamento adequado.

Diabetes tipo 2 é mais comum em homens

Novos estudos indicam que o homem tem mais propensão a desenvolver o diabetes tipo 2 que a mulher. Isso ocorre por causas naturais, como a distribuição de gordura no corpo. Os homens acumulam gordura no fígado e na cintura, enquanto as mulheres têm gordura considerada mais “segura”, subcutânea, nas coxas e quadris. Mesmo com um Índice de Massa Corporal (IMC) menor, essa propensão continua mais elevada em comparação com o sexo feminino. Isso significa que, para desenvolver diabetes, a mulher precisa acumular mais gordura que o homem. O surgimento do diabetes tipo 2 deve-se, inclusive, ao excesso de gordura no fígado e nos músculos.

IDOSOS

A incidência de diabetes em idosos vem crescendo com o tempo. Hoje, estima-se que 20% da população com mais de 60 anos tenha diabetes, um número que tende a aumentar 50% nos próximos 20 anos. O quadro se agrava pelas deficiências funcionais associadas ao envelhecimento e, ao longo tempo, de exposição à doença. Esse agravamento das condições de saúde é conhecido como Síndromes Geriátricas (SG). Entre seus componentes, podemos citar:

– Maior risco de fraturas, associado à maior tendência a quedas e osteoporose
– Incontinência e urgência urinárias
– Depressão
– Redução da capacidade cognitiva
– Desnutrição e perda de peso
– Incapacidade funcional para realizar exercícios físicos e atividades diárias

Tudo isso causa um estado de fragilidade que torna o idoso mais suscetível à perda de suas capacidades físicas e ao desenvolvimento de outros problemas. Por isso, é importante que o médico faça uma avaliação criteriosa dos componentes das Síndromes Geriátricas, valorizando dados como qualidade de visão, capacidade física, cognição, estado mental e depressão e, assim, inicie um tratamento preventivo baseado em exercícios físicos, nutrição e medicamentos.

MULHER

O diabetes tem repercussões na sexualidade, na escolha do método contraceptivo e no planejamento de uma gravidez. Além disso, as infecções vaginais frequentes por fungos, o receio de uma hipoglicemia e a falta de contracepção segura são alguns dos responsáveis pela diminuição da libido das mulheres portadoras.

Existem métodos contraceptivos indicados para mulheres com diabetes. No caso da gravidez, é necessário o controle metabólico antes da concepção. Leia a seguir algumas informações importantes.

Contracepção
Além dos métodos não hormonais (como dispositivo intrauterino e o preservativo), os métodos hormonais evoluíram. Para saber mais, é importante consultar o ginecologista.

Cuidados pré-gravidez

Antes de interromper o uso do contraceptivo, a mulher deve procurar um ginecologista para fazer exames preventivos para ter uma gravidez saudável. A consulta também serve para esclarecer todas as dúvidas e receber indicações sobre atividades físicas, mudança de hábitos alimentares entre outras coisas. A consulta também é útil para esclarecer dúvidas e abordar medidas de cuidado geral como deixar de fumar, modificar hábitos alimentares e saber o que mudar na atividade física.

Também é importante obter controle glicêmico rigoroso, com valor inferior a 7%. Assim, diminuem os riscos de abortos espontâneos e diversos problemas fetais, chegando a um patamar de risco muito próximo ao da população em geral.

Infecções sexualmente transmissíveis

Pessoas com diabetes não têm risco aumentado de contrair infecções sexualmente transmissíveis, mas, algumas dessas alterações podem causar infertilidade em longo prazo. Por isso é muito importante a realização de exames para diagnosticar a presença e tratar o quanto antes.

Neoplasias ginecológicas
O câncer de mama afeta mais as mulheres a partir dos 40-50 anos e pode ser detectado precocemente por meio do autoexame e mamografias regulares. Já o câncer do colo de útero é mais comum em mulheres mais jovens. Para que haja detecção precoce e tratamento, é preciso fazer exames de Papanicolau com frequência. Em resumo, a mulher sexualmente ativa não pode descuidar dos aspectos ginecológicos, fazendo exames e consultas periodicamente.

Diabetes gestacional

É o tipo de diabetes que se inicia ou é diagnosticado durante a gestação. Ocorre porque os hormônios da gravidez impedem que a insulina cumpra sua função, aumentando os níveis de glicose no sangue. Com isso, o bebê ganha mais peso.

O diabetes gestacional é mais comum nos seguintes casos:

– Idade acima de 25 anos ao engravidar
– Histórico familiar de diabetes
– Bebê com mais de quatro quilos ou alguma deficiência
– Se houver glicose na urina em exames de pré-natal
– Hipertensão
– Liquido amniótico em excesso
– Se houve aborto espontâneo sem causa determinada ou feto natimorto
– Se estava acima do peso antes da gravidez

Exames

O diabetes gestacional geralmente começa durante a gravidez. Para preveni-lo, é preciso fazer um teste oral de tolerância à glicose entre a 24ª e a 28ª semana de gestação. Mulheres com um ou mais dos fatores de risco mencionados devem fazer o teste ainda antes. Quando o diagnóstico é positivo, é importante testar o nível de glicose em casa com frequência.

Infecção vaginal

Mulheres com diabetes mal controlado podem apresentar quadros de vaginites por candidíase, caracterizada por corrimento branco com aspecto de leite coalhado provocado pela bactéria Candida Albicans, que causa irritação, coceira e dor. O problema pode ser mais frequente devido à glicosúria (eliminação de açúcar na urina).

Terapias
Existem terapias ministradas por psicólogos e sexólogos que ajudam a mulher a recuperar a sensibilidade e resgatar a autoestima, treinando-a a manipular o seu órgão genital para reconhecer as áreas erógenas de seu corpo. A ajuda do parceiro é imprescindível para superar essa condição.

Reposição hormonal
A reposição hormonal em mulheres com diabetes só deve ser adotada com o acompanhamento de um especialista.

Diabetes atinge mais mulheres do que homens no Brasil

A má alimentação é um dos fatores que mais têm colaborado para o aumento do número de casos de diabetes na população brasileira. Dados do Ministério da Saúde de maio de 2012 revelam que a população adulta atingida pela doença é de 5,6%, sendo mais mulheres (6%) do que homens (5,2%). Estudos comprovam que o diabetes tipo 2, correspondente a 90% dos casos, está totalmente associado ao excesso de peso.

PAIS

O diabetes tipo 1 costuma aparecer na infância, daí a necessidade de aprender a lidar com a situação desde cedo para levar uma vida saudável. Inicialmente, é preciso se acostumar com o novo estilo de vida que, aos poucos, se tornará rotina. Confira, a seguir, alguns procedimentos importantes.

Identificando o diabetes

Os principais sintomas são:

– Sede excessiva
– Aumento da urina
– Fome excessiva
– Emagrecimento

Além destes, podem ocorrer:

– Dor abdominal
– Fraqueza nas pernas
– Cansaço
– Visão turva

Como lidar

É preciso conversar com a criança, explicar, na medida do possível, o que está acontecendo e ensiná-la a lidar com o diabetes de maneira divertida. Existem programas de computador, jogos eletrônicos e sites na internet que podem ajudar os pequenos a entrar na nova rotina.

O controle é fundamental

Crianças que mantêm bom controle do diabetes terão vida adulta mais saudável. Nos primeiros dez ou quinze anos da doença, as consequências não surgem com muita intensidade. Mas é preciso que esse controle seja feito da maneira adequada para prevenir complicações.

A alimentação e exercícios

Para o correto controle do diabetes, a alimentação deve ser balanceada, saudável e natural. Saladas, arroz, feijão frutas, tudo com moderação. O maior cuidado é com os doces, pois o açúcar tem absorção rápida e, se consumido em excesso, pode ser prejudicial à saúde. Para ajudar, toda a família pode seguir essa dieta, ajudando na educação alimentar da criança. Já a prática de esportes auxilia muito no tratamento, desde que haja o cuidado de monitorar a glicemia antes e após a atividade física.

Aspectos psicológicos

A criança deve ser educada como qualquer outra, evitando o sentimento de pena. Não deve ter nenhum privilégio ou regalia porquetem diabetes. Desde cedo a criança tem que ter em mente que também é responsável pela própria saúde. É preciso que os pais tenham muita disciplina para não criar o filho com diabetes de maneira diferente dos outros irmãos.

Fonte: www.starbem.com.br

1 Response

  1. Excelente dicas sobre a candidíase, estava procurando maiores informações e foi aqui no seu blog que encontrei, muito obrigada pelas dicas, vou começar a colocar em prática para começar o meu tratamento.