Exemplo é a maior motivação para a criança

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As comodidades do mundo moderno parecem tornar mais difícil encontrar motivação para uma vida ativa. Televisão, games e, principalmente, a internet com a possiblidade de bate-papos exercem um fascínio quase irresistível e… o exercício físico acaba ficando sempre para depois. Isso não acontece apenas com os adultos. As crianças também se envolvem com atividades sedentárias e mais fortemente ainda quando o ambiente familiar favorece esse hábito.

“Cortar o vídeo ou o computador para forçar a criança a uma vida ativa não é a melhor tática”, afirma Kátia Tarnapolsky Markenson, psicóloga especializada em terapia familiar. Segundo ela, o caminho natural é a criança seguir os costumes que aprende em família. Se no contexto familiar é praxe sair aos domingos para uma atividade ao ar livre, a criança facilmente adere ao programa. O contrário também vale: numa família que opta por atividades sedentárias no momento de lazer, a criança faz a mesma opção.

Kátia enfatiza que motivar uma criança a ter uma vida ativa – e levar esse hábito para sua vida adulta – é consequência de uma opção pelo lúdico. E explica: para uma criança que tem diabetes, e para a qual a atividade física é importante no controle da glicemia, não é a melhor escolha tentar convencê-la por essa razão. “Tudo depende da idade do filho, claro, e esse argumento pode funcionar quando se trata de um adolescente, mas para uma criança pequena pode ganhar outros significados, como o receio em relação ao que poderá acontecer caso ela não pratique atividade física”, adverte a especialista.

A terapeuta lembra que a vida ativa é aconselhável para a boa saúde de todos, independentemente da presença do diabetes, mas que a motivação aparece quando a criança obtém prazer na atividade. Além disso, ela ressalta a importância da atividade física como forma de interação social e familiar. “A interação social proporcionada pelas redes sociais não deve substituir a interação física que um jogo, uma caminhada ou uma brincadeira em família podem propiciar”, afirma a terapeuta.

Muitas vezes a criança precisa apenas de uma oportunidade para tomar gosto pela prática de ginástica ou esportes. Por isso, vale a pena motivá-la a experiências diferentes, até que demonstre maior identidade com alguma das possibilidades. Alguns preferem o basquete ao futebol, outros se identificam com esportes individuais, como tênis, natação ou artes marciais. Para descobrir sua preferência, o segredo é dar a ela a oportunidade de conhecer os vários esportes.

Fonte: Kátia Tarnapolsky Markenson