Entenda a diferença entre cateterismo, stent e ponte de safena

Crédito de foto: FreeImages

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De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 17 milhões de pessoas morrem vítimas de doenças cardiovasculares a cada ano no mundo. É a doença que mais causa mortes. No entanto, com o avanço da medicina, alguns procedimentos cardiológicos foram desenvolvidos para prolongar o tempo e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, como o exame de cateterismo coronariano, o stent e a ponte de safena, explica o cardiologista Fernando Barreto, do Hospital e Maternidade São Cristóvão.

– Por serem procedimentos invasivos, há o risco de eventos adversos que podem variar de 0,5% a 5%, dependendo da idade e condições clínicas prévias.

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Segundo o especialista, quem apresenta algum desconforto torácico suspeito de doença coronariana precisa realizar, quando indicado pelo seu cardiologista, o exame diagnóstico de cateterismo, o qual analisará se os vasos sanguíneos coronarianos estão obstruídos.

– Após um cateterismo diagnóstico, há três opções: não há obstrução das coronárias; há obstrução coronariana passível de angioplastia (dilatação da artéria) com stent (molinha que mantém a coronária aberta depois da dilatação) ou há obstruções que só podem ser corrigidas pela revascularização do miocárdio, que pode ser feita com as veias safenas da perna, popular ponte de safena, com a artéria mamária ou a artéria radial do paciente. O cateterismo determina o grau de obstrução coronariana e indica a melhor intervenção terapêutica.

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Barreto alerta ainda que, para a realização do exame que detecta a obstrução coronariana, é necessário saber se o paciente tem alergia a iodo.

– Normalmente, quem tem alergia a frutos do mar tem intolerância a iodo. Caso seja constatado esse contratempo, precisa fazer um processo de dessensibilização. Outro risco é a lesão renal que o contraste pode causar. Neste caso, recomenda-se a ingestão de bastante água após o procedimento.

Após tratada a obstrução, se houver, por stent ou cirurgia de revascularização, o cardiologista recomenda mudanças de hábitos, com rotina mais saudável, para que a intervenção dure por muitos anos.

– Manter controle adequado da pressão, do colesterol, do diabetes, parar de fumar e realizar atividade física regular podem fazer com que a desobstrução dure para sempre.