Dia Mundial do Coração: 5 dicas que podem salvar vidas

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Nesta sexta-feira (29), é celebrado o Dia Mundial do Coração e algumas informações simples, mas úteis, podem salvar muitas vidas. Você sabe identificar os sinais de uma parada cardíaca? Sabe fazer as manobras de reanimação (massagem cardíaca) ou usar um desfibrilador externo automático (DEA)? Provavelmente, não. Isso porque, no Brasil, o socorro imediato e emergencial para os casos de parada cardíaca ainda é pouco difundido.

Geralmente, a parada cardíaca acomete pessoas ativas, que desempenham suas atividades cotidianas e, repentinamente, por picos de estresse físico, emocional ou doenças associadas, sofrem um mal súbito. E são esses eventos que servem de alerta.

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A parada cardíaca e a morte súbita não dão sinais prévios e quem está por perto pode salvar uma vida. Por isso, há 10 anos a Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas) faz esse alerta em campanha nacional educativa – Coração na Batida Certa – promovendo demonstrações públicas sobre a importância do socorro imediato a essas vítimas, explica a cardiologista Denise Tessariol Hachul, presidente da entidade.

– É de extrema importância promover a conscientização sobre o reconhecimento e o atendimento imediato de vítimas de parada cardiorrespiratória, seja dentro de suas casas, em locais públicos, no ambiente de trabalho, em instituições de ensino e mesmo dentro de serviços de saúde. Ações preventivas e educativas, como as realizadas pela Sobrac, que atuam neste sentido.

Dicas úteis 

1 – A morte súbita pode ser evitada em grande parte dos casos, se o socorro à vítima for realizado rapidamente por meio de massagens cardíacas e aplicação de um choque elétrico no peito do paciente (desfibrilação).

2 – É extremamente recomendável – em várias circunstâncias é obrigatória – a existência de um desfibrilador acessível em locais públicos ou privados de grande circulação, como praças, parques, praias, shoppings centers, estádios de futebol, academias de ginástica e instituições de ensino, entre outros.

3 – O índice de sucesso na recuperação de uma parada cardiorrespiratória depende diretamente do tempo transcorrido entre a sua ocorrência, o início das massagens cardíacas externas e a desfibrilação. As chances de sobrevivência da vítima diminuem cerca de 10% a cada minuto de atraso nesse socorro.

4 – Danos cerebrais irreversíveis podem ocorrer a partir de 4 a 6 minutos após uma parada cardíaca não socorrida. Poucas tentativas de reanimação cardíaca são bem-sucedidas após 10 minutos.

5 – Se você não estiver preparado/a para realizar as manobras de reanimação e não souber usar o desfibrilador, acione uma equipe de socorro local e ligue rapidamente para o SAMU (192).