Conheça os prós e contras da 1ª insulina inalável aprovada no Brasil

Afrezza

Boa notícia aos portadores de diabetes! Até o final deste ano chega ao Brasil a primeira insulina inalável aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o tratamento do diabetes em pacientes com mais de 18 anos. Produzida pelo laboratório Biomm, Afrezza é uma insulina de ação rápida para ser administrada no início da refeição.

Fornecida com um inalador pequeno, discreto e fácil de usar, a insulina se dissolve para o pulmão rapidamente após a inalação e atinge imediatamente a corrente sanguínea. Os níveis máximos de insulina são alcançados entre 12 a 15 minutos após a administração e declinam em aproximadamente 180 minutos (3 horas).

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De acordo com o endocrinologista Dr. Freddy Eliaschewitz, assessor científico da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a insulina inalável tem um perfil de ação único e muito mais rápido do que a insulina administrada de forma subcutânea.

“Mesmo a mais rápida das insulinas só começa a agir, até ser absorvida pela pele, dentro de meia hora ou 40 minutos, e seu efeito tem duração de 4 a 5 horas”.

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Embora o efeito da versão inalável seja o mais semelhante ao do pâncreas de um ser humano sem diabetes, o desenvolvimento desse tipo de insulina é desafiador e custoso, avalia o médico.

“Até então, os inaladores que conhecíamos só eram capazes de levar partículas até os brônquios, mas, no caso da insulina, ela precisaria chegar ao alvéolo. Também é necessário que a partícula tenha exatamente entre 1 e 3 mg. Se ela for mais pesada que isso, pode ser depositada na boca. Se for mais leve, pode ser eliminada na expiração. Dessa forma, ela nunca ficaria depositada onde deveria para ter o efeito correto no organismo”.

Entre as contraindicações, estão pacientes com problemas pulmonares, como asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e fibrose pulmonar, além de fumantes. O uso também não é recomendado a menores de 18 anos, já que o produto não foi estudado em pacientes dessa faixa etária.

Apesar de todos os benefícios, o endocrinologista Dr. Marcio Krakauer, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP), adverte que a insulina inalável não vai substituir todas as aplicações diárias e têm menos titulações de dosagem.

“Entretanto, é verdade que ela vai reduzir o número de injeções, é mais fácil de armazenar e transportar, já que não exige refrigeração, tem um formato que cabe na palma da mão e é fácil de manusear”.

Afrezza é comercializada nos Estados Unidos desde sua aprovação pelo FDA, em 2015.

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Crédito das fotos: Divulgação