“Chega um momento que a gente relaxa”, diz artesã sobre o tratamento do diabetes tipo 2

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Mudar hábitos de vida não é tarefa fácil. É comum logo após o diagnóstico do diabetes tipo 2, por conta do susto inicial, os pacientes adotarem o estilo de vida saudável. Entretanto, essa mudança nem sempre é duradoura. Uma pesquisa realizada pela Minds4 Health, a pedido da indústria farmacêutica Sanofi, procurou entender o comportamento exatamente desse perfil de paciente e revelou que, de cada 10, três não conseguem seguir o tratamento à risca, sendo a principal barreira a dieta restritiva (60,8%).

A artesã Andreia Mota, de 49 anos, não só concorda com esse resultado como também faz parte do cenário.

– No começo, eu realmente mudei, mas como o diabetes não causa dor, chega um momento que a gente relaxa. Durante a semana, eu até tento seguir uma dieta mais equilibrada, mas confesso que dou as minhas escapadas.

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Casada e mãe de três filhos, Andreia sempre lutou contra a balança, nunca foi fã de exercício físico e tem familiares próximos (mãe, avó, tia e primas) com a doença, ou seja, três fatores de risco importantes para o desenvolvimento do diabetes tipo 2.

Aos 43 anos (em 2012), ela começou a apresentar os típicos sinais da hiperglicemia, como aumento do apetite seguido de emagrecimento rápido, sede, vontade de urinar mais vezes e problemas na visão.

– Fiquei 40 dias com a visão turva, o que me deixou com muito medo e assustada. Era uma cegueira temporária, mas achei que fosse definitiva. Além disso,  eu comia muito e, mesmo assim, emagreci 10 kg em apenas dois meses. Parecia um milagre, já que é o sonho de qualquer um.

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Para controlar a glicemia, a artesã administra insulina uma vez ao dia associada ao medicamento oral, faz a ponta de dedo de manhã e à noite, caminha 40 minutos diariamente para levar o filho à escola e tenta controlar o apetite. Mesmo assim, ela conta que tem pouca sensibilidade nos pés e sente formigamento nas pernas.

– É muito difícil seguir tudo direitinho e, desde que eu perdi o emprego em 2015, dependo do SUS [Sistema Único de Saúde]. Atualmente, as consultas são com o clínico geral porque não há vaga com o endocrinologista.

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