Banir ou não banir os anorexígenos, eis a questão?

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Nas ultimas semanas muito ouviu-se falar sobre os remédios para emagrecer e não era em rodinhas de mulheres e sim toda mídia falada ou escrita e até mesmo conselhos medico, farmacêuticos e muitos outros órgãos como ABESO (Associação Brasileira para Estudo da Obesidade de da Síndrome Metabólica), SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes, entre outros.

INÍCIO

A ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a algumas semanas atrás propôs que fossem proibida a comercialização de todas as drogas usadas para emagrecer que atuam no sistema nervoso central: a sibutramina e os derivados de anfetamina (femproporex, dietilpropiona e mazindol).

O cerco à venda de anoréticos com sibutramina começou no ano passado. No final de março de 2010, a ANVISA endureceu as regras para prescrição e venda da droga. Desde então, o medicamento só pode ser vendido com receita azul (de controle especial) –antes, podia ser comprado com receita branca (de controle simples).

A restrição de março de 2010 ocorreu depois da Europa suspender a venda da substância, com base em um estudo que ligou o remédio ao maior risco cardíaco em pessoas propensas.

A avaliação da Câmara Técnica de Medicamentos da ANVISA é que o risco potencial à saúde desses produtos supera os benefícios. A opinião sobre a sibutramina é a manutenção da perda de peso a longo prazo seria difícil e não compensaria os possíveis danos ao sistema cardiovascular. Já os anfetamínicos trariam riscos pulmonares e ao sistema nervoso central.

COM A PALAVRA CRF-SP E CREMESP

“Para o CRF-SP, a medida é radical, já que a obesidade é uma condição caracterizada como doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e não somente uma questão estética.

Esses medicamentos são úteis no tratamento de doenças endócrinas e metabólicas, quando a obesidade é uma condição clínica de difícil controle e com poucas alternativas farmacológicas.

A entidade destaca que a simples proibição significa negligenciar um problema de saúde pública emergente, já que há um número elevado de indivíduos com sobrepeso no Brasil. Além disso, a proibição pode levar ao uso indevido por meios clandestinos sem acompanhamento médico, um risco incalculável à sociedade.” – Parecer Técnico CRF-SP – http://www.crfsp.org.br/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id=2484:anorexigenos&catid=40:noticias&Itemid=87

“O CRF-SP e o Cremesp defendem e promovem o uso racional de medicamentos. Desde 2007 as duas entidades mantêm um grupo de estudos sobre obesidade que discute ações terapêuticas, educativas e preventivas, para evitar o uso indevido e abusivo dos anorexígenos.

Ressaltamos a necessidade de maior engajamento das autoridades na fiscalização do comércio de inibidores do apetite e demais medicamentos de venda sob prescrição médica.

Defendemos a ampliação do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) para toda a cadeia farmacêutica, da indústria até as farmácias e drogarias, nos estabelecimentos privados e públicos.

Chamamos a atenção para a adoção de critérios rígidos de prescrição dos anorexígenos, realizada por profissionais devidamente qualificados e capacitados.
Por fim, a medida proposta pela Anvisa subestima a responsabilidade de médicos e farmacêuticos que respondem técnica e eticamente pelos seus atos. Não é admissível substituir a autonomia e a responsabilidade profissional por normas regulamentadoras unilaterais. Assim sendo, propomos iniciar um amplo debate sobre a produção e uso de anorexígenos no Brasil.” – Posicionamento dos médicos e farmacêuticos sobre os anorexígenos – http://www.crfsp.org.br/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id=2485:posicionamento-oficial&catid=40:noticias&Itemid=87

AUDIÊNCIA PÚBLICA

Esta proposta foi discutida em uma audiência pública no passado dia 23 e ao final o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, informou que não há prazo para que o órgão decida sobre a proposta de proibir a venda de sibutramina e dos chamados anorexígenos anfetamínicos, “Quando a Diretoria tiver segurança, deve tomar a decisão e acho pouco provável que esta definição saia nas próximas semanas. As informações contraditórias precisam se encontrar”, ao se referir ao posicionamento contrário de entidades médicas presentes na discussão.

NOSSA OPNIÃO

Acreditamos que a ANVISA buscou uma forma muito simples para resolver um problema que é bem maior!

A fiscalização por este órgão é que deve ser elevada, tanto quanto os prescritores dos medicamentos quanto para as drogarias que comercializam este produtos.

Ações de educação deve ser intensificadas para todo o processo (prescrição, comercialização e uso) sendo assim, o medicamento não será o problema, já que seu uso estará sendo consciente.

Não podemos deixar que os portadores de diabetes – obesos, fiquem sem o auxílio da perda de peso, via medicamento, quando já se foi iniciado a mudança de estilo de vida, se buscamos incessantemente o controle glicêmico e com isso a melhora na qualidade de vida! E infelizmente muitas vezes o medicamento é a maior aliada, o primeiro passo de muitas mudanças.

Aos médicos o nosso irrestrito apoio no atendimento dos clientes de forma ética e competente.

Tire suas dúvidas com nossa Farmacêutica, Caroline Coelho clicando aqui!

Att.
Caroline Montingelli Coelho
Farmacêutica – CRF-SP: 50.089